Grita Liberdade

"Não há lei mais injusta do que a lei da força"

sexta-feira, Março 28, 2014

A Matemática do Joãozinho



 Um professor de Matemática quis pregar uma partida aos seus alunos e disse-lhes:
- Meninos, aqui vai um problema:
Um avião saiu de Amsterdão com uma velocidade de 800 km/h, à pressão de 1.004,5 milibares; a humidade relativa era de 66% e a temperatura 20,4 graus C.  A tripulação era composta por 5 pessoas, a capacidade era de 45 assentos para passageiros, a casa de banho estava ocupada e havia 5 hospedeiras. Mas uma estava de folga.
A pergunta é... Quantos anos tenho eu?
Os alunos ficam assombrados. O silêncio é total.
Então o Joãozinho, lá no fundo da sala e sem levantar a mão, diz de pronto:
- 44 anos, professor!
O professor, muito surpreso, olha-o e diz:
- Caramba, está certo. Eu tenho 44 anos. Mas como adivinhaste?
Resposta do Joãozinho:
- Bem! Foi uma dedução minha. É que eu tenho um primo que é meio parvo e tem 22 anos...

sábado, Março 22, 2014

Novos cortes salariais

A ministra das finanças, e respectivo governo, não tem dúvidas: voltar ao nível de vida do passado recente é impossível.
A primeira questão que, de imediato, se deveria colocar é esta: se acha que não consegue, o que está, ou o que estão, a fazer no Governo?
Hoje, o expresso avança com a notícia: os criminosos do costume, isto é, os funcionários públicos, podem perder mais 5% do rendimento em 2015 com a entrada em vigor das novas tabelas salariais e de suplementos, que o Governo deve ter prontas a tempo da entrega do Orçamento do Estado em outubro.

A ainda há quem pense que as eleições europeias não são importantes. São e muito!

quinta-feira, Março 20, 2014

Liga Europa

Benfica e Porto dão cartas na Europa do Futebol.
É verdade que jogadores Portugueses são muito poucos. Mas o que é que isso importa?
O importante mesmo é a força, é a garra, é a determinação das nossas equipas. É a demonstração de que o nosso campeonato de futebol é competitivo.
É a demonstração de que os nossos dirigentes, julgo que todos Portugueses e com menos meios do que a maioria dos dirigentes dos outros Países, tem capacidade de construir, ano após ano, excelentes equipas de futebol.

quarta-feira, Março 19, 2014

A mensagem de Cavaco

Cavaco Silva dispensou o Facebook para anunciar hoje ao País, interrompendo a normal agenda dos noticiários televisivos, a data, já há muito conhecida, das eleições para o Parlamento Europeu.
Acrescentou que as eleições em causa são para o Parlamento Europeu e não para outro fim, o que, na sua bondade, quis dizer que o seu Governo, e ele próprio, não estão em causa.
Concordo em algumas coisas com Cavaco: com a data escolhida, que tem de ser anunciada com um mínimo de 60 dias e com a comunicação ao País através da televisão, em vez do facebook.
A única diferença está no sentido do voto. Cavaco não foi eleito para usar os poderes que lhe estão confiados, para apelar ao voto em quem bem entende.

Nunca uma derrota estrondosa foi tão necessária para punir os principais responsáveis pelo agravamento sucessivo da crise. É futuro do País que está em causa.

domingo, Março 09, 2014

Tribunal da Relação de Guimarães diz que chamar PALHAÇO a alguém não é crime

O Tribunal da Relação de Guimarães ilibou um homem que tinha sido condenado na primeira instância por um crime de injúria agravado, por ter chamado “palhaços” aos membros da Junta de Freguesia de Silvares, daquele concelho.
Na primeira instância, o arguido, presidente do Centro Social de Silvares, tinha sido condenado a 90 dias de multa, à razão diária de 6,20 euros.
O tribunal deu como provado que, no dia dos factos, houve um conflito entre a Junta e o Centro Social, no decorrer do qual o arguido, dirigindo-se ao presidente da Junta, proferiu a expressão “vocês são uns palhaços, não sei como o povo vos escolheu”.
O arguido recorreu e a Relação, por acórdão que a Lusa consultou neste domingo, absolveu-o, considerando que aquela expressão “não excede a grosseria nem a falta de educação”, tratando-se “de um mero juízo de valor que não tem aptidão para atingir a honra e consideração do visado”.
O acórdão refere ainda que palavra “palhaço” é polissémica e, quando isso acontece, o tribunal "não tem de acolher o significado atribuído pelo visado tão-só por se ter considerado ofendido”.
Diz ainda que “é próprio da vida em sociedade haver alguma conflitualidade entre as pessoas”, sendo “normal” que a animosidade resultante dessas situações tenha expressão ao nível da linguagem.
“Uma pessoa que se sente incomodada por outra pode compreensivelmente manifestar o seu descontentamento através de palavras azedas, acintosas ou agressivas. E o Direito não pode intervir sempre que a linguagem utilizada incomoda ou fere susceptibilidades do visado”, lê-se ainda no acórdão.
Sublinha ainda que o Direito só pode intervir “quando é atingido o núcleo essencial de qualidades morais que devem existir para que a pessoa tenha apreço por si própria e não se sinta desprezada pelos outros”.
“Se assim não fosse, a vida em sociedade seria impossível. E o Direito seria fonte de conflitos, em vez de garantir a paz social, que é a sua função”, remata.
Os factos registaram-se a 21 de Novembro de 2011, quando a Junta de Freguesia de Silvares decidiu mudar a fechadura das instalações da autarquia, para impedir que elas continuassem a ser utilizadas pelo Centro Social.
A situação motivou a “revolta” de um grupo de populares, obrigando à intervenção da GNR.
Na primeira instância, tinham sido condenados mais dois populares, pelos crimes de injúria e de ameaça cometidos sobre o presidente e a secretária da Junta de Freguesia, que também recorreram, mas que viram as penas confirmadas pela Relação.
Um "apanhou" 175 dias de multa à razão diária de 6,20 euros e o outro, 140 dias de multa, à razão diária de 6,70 euros.

sexta-feira, Março 07, 2014

Os pobres que paguem a crise.

A Justiça na sua generalidade, bem como os órgãos de investigação e de inquérito ao serviço da República, trilham um incompreensível caminho que conduz ao seu completo desprestigio.
Poderão existir poderosas razões de complexidade processual mas não se defendeu a capacidade de administração da Justiça, num caso que esteve sob mira dos portugueses, nestes difíceis tempos de crise.
O desfecho do ‘caso BCP/Jorge Jardim Gonçalves’, agravado por introduzir no barulho o órgão regulador das instituições financeiras nacionais (BdP) é uma situação verdadeiramente insuportável.
A prescrição decretada pelo Tribunal de Lisboa, no que se refere às acusações procedentes do Banco de Portugal, é, em termos de opinião pública, uma situação de denegação de Justiça que não deixará de ter consequências.


A Justiça não é um luxo nem uma ‘gordura’ do Estado. É um garante fundamental para a coesão social e dos equilíbrios entre os direitos e os deveres dos cidadãos. Quando claudica provoca danos incomensuráveis. E não há desculpas que sirvam, nem perdões que se aceitem.

segunda-feira, Março 03, 2014

O FERIADO DE CARNAVAL

Tem-se discutido muito se a terça-feira de Carnaval deve ou não ser feriado nacional. Até aqui, tem prevalecido a tese negativa, não sei porquê. A tradição de festejar o Carnaval está profundamente arreigada no povo português, que gosta de se divertir nesses dias. Assim, não vejo razão para que o dia de Carnaval não seja feriado.

Porém, nestes tempos de “austeridade” forçada, poderia objetar-se que seria mais um dia em que não se trabalharia, o que iria prejudicar a produtividade e a competitividade da nossa economia. Mas esse problema é fácil de resolver: bastaria que ao mesmo tempo se suprimisse outro feriado de menos relevância.

Passando em revista os feriados existentes, parece-me que o mais indicado para essa troca seria o da “Imaculada Conceição”. Com efeito, por que razão é feriado o dia 8 de dezembro? Porque foi nesse dia, em 1854, que foi proclamado o dogma da “Imaculada Conceição”. A tradição católica sempre aceitou como certo que Maria era virgem quando concebeu Jesus Cristo, e virgem ficou depois do nascimento deste. Ora, talvez porque o racionalismo do século XIX começasse a pôr em causa a possibilidade de tal ter acontecido, o Papa Pio IX, 1854 anos depois da referida “conceição”, resolveu cortar cerce as pretensões racionalistas, proclamando essa virgindade vitalícia como dogma da Santa Igreja, indiscutível “urbi et orbe”.

Ora, temos de convir que esta matéria é um tanto ou quanto obscena. Imagine-se que uma criança de seis ou sete anos perguntava ao pai: “Papá, o que é a Imaculada Conceição?” De certeza que o pai ficaria seriamente embaraçado para responder a tal pergunta. Trata-se pois de um feriado no mínimo inconveniente.

Por outro lado, se o dia da “Imaculada Conceição” não fosse feriado, pouca gente se importaria e ninguém faltaria ao trabalho para comemorar tal dogma. Pelo contrário, todos os anos há protestos por o dia de Carnaval não ser feriado, e muitos trabalhadores arranjam os mais variados pretextos para não irem trabalhar. E os que não conseguem escapar-se ficam frustrados, pelo que trabalham pouco e mal, tudo em prejuízo das tais produtividade e competitividade. Isto é: até o tão decantado “ajustamento” beneficiaria com a troca!
 
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